sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Mensagem de Gillian Anderson : Alguns Esclarecimentos

Gillian Anderson, resolveu esclarecer algumas coisas sobre a sua entrevista para a Sunday time. Em seu site oficial Gillian Anderson WSA mensagem foi intitulada de "Enough is Enough is Enough"


"No início deste ano, eu dei uma entrevista à revista OUT para promover um filme. No decorrer da entrevista, gostei do entrevistador e nos estabelecemos uma camaradagem muito confortável. Ele parecia ser um homem gentil, encantador, inteligente e genuinamente interessado nas experiências de vida de outro ser humano. Felizmente, foi uma avaliação de caráter precisa, ainda que arriscada.

Durante a entrevista decidi comentar o fato de que, há vários anos, tive um relacionamento com uma mulher. Foi a primeira vez que revelei este fato publicamente, e eu decidi fazê-lo por duas razões. Uma, foi que a mulher com quem tive este relacionamento morreu há alguns meses e eu senti, que no contexto de nossa conversa, era seguro e apropriado mencioná-la. Muitos anos antes, e bem depois de nosso tempo juntas, esta mulher me chamou de repente, no auge da minha fama televisiva para dizer que um tablóide havia lhe oferecido 60.000 dólares por uma foto de nós juntas. Na época, por várias razões, não incluindo vergonha, não queria que esta informação fosse de domínio público e, apesar do fato de que ela estava lutando para pagar o aluguel, eu pedi a ela para não vender a nossa história. Ela tomou o que na época considerava ser o caminho dificil. Até hoje lamento ter lhe pedido para fazer isso. Esses 60 mil poderiam ter tido um maior efeito positivo em sua vida do que um efeito negativo na minha. Ao falar de nossa relação à revista OUT, senti que de algum modo estava honrando a sua memória, simplesmente por admitir a sua existência.

O contexto da nossa discussão dentro da entrevista foi "escolha", e de como compartilhar, ao contrário daqueles que se identificam como sendo gay, eu não poderia falar da experiência do medo e da vergonha que às vezes acompanha essa realização, porque sempre esteve claro que eu não sou. Durante a entrevista, creio que não tenha revelado o fato de que ela havia morrido recentemente, mas em uma entrevista posterior com outra revista, quando perguntada por que de repente tinha decidido falar desta área da minha vida pessoal, dei isso como a razão principal, mas queria seguir em frente com outra coisa, porque eu realmente não queria que isto se tornasse um novo tema de conversa sobre a minha
vida. Já é o suficiente que uma boa parte dos repórteres optem em mencionar o fato insondavelmente chato de que fui eleita a mais provável de ser presa na escola ou o detalhe preocupante e imprenciso de que o meu ex-companheiro Mark fez sua fortuna com wheel clamping. Mas por alguma razão, vamos chamá-lo de entrevistador nº 2, decidiu que ao invés de informar este motivo legitimo e honesto para revelar um aspecto do meu passado, usaria a ironicamente correta impressão de que eu tinha gostado mais do entrevistador da revista Out do que dele como um ponto de humor ou falsa discórdia, é difícil dizer qual.

Então imagine minha surpresa / horror / desgosto ao descobrir que depois de uma entrevista com a London Sunday Times, o entrevistador nº 3 mudou a minha breve resposta da mesma pergunta, como motivação para transformar o artigo inteiro numa espécie de jornalismo de tablóide impregnado de lesbianismo. Não acho que já usei a palavra "fluido" em minha vida para descrever a minha sexualidade, nem seria tão estúpida ou egoísta para dizer que prefiro passar quatro dias com amigas do que sete semanas de férias com a minha família. Preciso mesmo mencionar que nem morta me referiria a mim mesma como "property wheeler dealer"? Eu poderia continuar e continuar. Confude a minha mente que este cortar e colar pode ser considerado jornalismo legítimo. Este artigo é um perfeito exemplo do porquê os publicistas solicitam uma cópia para aprovação- não para cobrir as suas próprias mentiras, mas para extrair as mentiras e insinuações provocadas pelo jornalista. Não tenho certeza se eu já li uma entrevista tão mesquinha "sobre" mim, embora, felizmente e fabulosamente revelou mais sobre a maldade do entrevistador nº 3 do que qualquer outra coisa. Mas estou divagando. Um pouco. Imaginem que eu realmente estava considerando em perguntar a esta mulher, que no momento estava fingindo ser simpática, se ela poderia de algum modo incluir no artigo que Mark e eu estávamos separados há algum tempo. Felizmente, em retrospecto, eu não fiz, por isso quando por alguma razão muito estranha, ela perguntou se eu ainda estava com o meu parceiro, eu obviamente fiquei balançada. Eu tinha dito algo que implicou isso? Teria dito isso em voz alta, mesmo sem perceber? O meu agente tinha dito alguma coisa? O entrevistador nº 3, muito habilmente pegou toda esta confusão e tenho que dizer que aquelas pausas são o único detalhe exato de todo o artigo. Bravo.
Mas este post não tem a intenção de revelar minhas opiniões sobre as pessoas horríveis em posições pseudo-poderosas, mas lançar luz na intenção de compartilhar uma vez, e apenas uma vez, que uma mulher, quase de meia idade e com três filhos pode se expressar abertamente sem ter vergonha sobre sua vida e experiências amorosas e que está tudo bem. Mas o que eu aprendi com isso é que talvez não. Não é possível ser honesta através do filtro de outro. Fica abusado e mal interpretado e tolo.

Gillian."

Fonte e tradução: DD & GA Files

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